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LÉLlA GONZALES 1935 - 1994
Nascida em Belo Horizonte em 1935, filha de um ferroviário com uma mulher de
origem indígena, Lélia Almeida González veio para o Rio de Janeiro na década de
40. Graduou-se em História e Filosofia, fez mestrado em Comunicação, doutorado
em Antropologia e foi uma militante constante da causa da mulher e do negro no
Brasil.
Professora de várias universidades e escolas importantes, seu último cargo
acadêmico foi o de Diretora do Departamento de Sociologia e Politica, da
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUCRio). Dedicou sua
carreira acadêmica ao estudo das relações raciais no país, sendo a responsável
pela introdução do debate sobre o racismo nas universidades brasileiras.
Foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU), participou da criação
do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN-RJ), do Nzinga Coletivo de
Mulheres Negras-RJ e do Olodum-BA.
Até a metade dos anos 80, Lélia talvez tenha sido a militante negra que mais
participou de seminários e congressos dentro e fora do Brasil. Suas
contribuições de maior impacto foram as que buscaram articular as questões de
gênero e racismo. Um de seus textos mais emblemáticos é Racismo e Sexismo na
Cultura Brasileira.