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MÃE ANINHA 1869 - 1938
Filha de africanos, Eugênia Ana dos Santos, a ialorixá Obá Biyi, nasceu em
Salvador em 1869. Mais conhecida como Mãe Aninha, ela foi feita no candomblé do
Engenho Velho - a casa de Mãe Nassô - fundado por volta de 1830 e o primeiro a
funcionar regularmente na Bahia. Saiu de lá para formar uma nova casa, o lIê Axé
Opô Afonjá, hoje considerado Patrimônio Histórico Nacional.
Em 1935, Martiniano do Bonfim sugeriu a Mãe Aninha que criasse o Corpo dos Obás
de Xangô, que deveria ser integrado por amigos e protetores do terreiro.
Martiniano era uma das personalidades mais respeitadas da comunidade
afro-baiana. Havia retornado da Nigéria em 1883, portando altos títulos da
hierarquia sacerdotal iorubana. Sua idéia tornou-se real, quando, em 1936, foi
instituído o corpo de obás, ou 12 ministros de Xangô do Axé Opô Afonjá. Até hoje
são escolhidas pessoas de grande prestígio social para ocupar esse corpo.
Mãe Aninha sempre lutou para fortalecer o culto do candomblé no Brasil e
garantir condições para o seu livre exercício. Segundo consta, por intermédio do
ministro Osvaldo Aranha, que era seu filho de santo, Mãe Aninha provocou a
promulgação do Decreto Presidencial nO 1202, no primeiro governo de Getúlio
Vargas, pondo fim à proibição aos cultos afro-brasileiros em 1934.